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quarta-feira, 29 de junho de 2016

The Lost Lantern










Searching for the light
In a world where it’s always night
Even in the light of day
Our hopes and dream will fade away

Always in a state of apathy
Or minds are our worst enemy
Illusions are the life we are living
Our hearts are forgotten and unforgiving.

Heads are always facing down
Wearing an imaginary crown
The ego is the dominant one
The soul is long dead and gone.

Tryiing to escape the endless night
But always giving out the fight
We kneel (what else can we do)
But there is no God to pray to.

In darkness we dwell
Our world  is a living hell
We ignore the eternal flame
Only the divine is to blame.

The fire of revenge
Is destructive and strange
Destroying everything in its path
Whilst some march to eternal wrath.

So much destruction and pain
There was loss and no gain
The ashes will be our history
Highlighting the eras of tyranny.

The wheel of time will keep turning
And the unholy fire will keep burning
The innocent will perish constantly                                                      
And the hammer will fall relentlessly.

Feeling afraid to die
Because immortality is a lie
What we can touch is real
And the spiritual realm is surreal.

We got lost in our way
And gave our willpower away
To the ruling domain
It’s our loss and their gain.

Stuck in the low dimensions
Where there are just evil intentions
Everything feels heavy and dense
Only the earthly numbness makes sense.

What is the universal truth?
Why seeking the eternal youth?
This land is for us to use
Not to destroy and abuse.

When the curtain falls
And the afterlife calls
Many will not be prepared
Because they will feel scared.

Here is the story
Of a mankind with no glory
The mistakes keeps being repeated
This is how the soul is defeated.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Parábola da Paz Perfeita






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Era uma vez um rei, e o rei ofereceu um grande prémio ao artista que fosse capaz de captar numa pintura a paz perfeita.

Foram muitos os artistas que tentaram. O rei observou e admirou todas as pinturas, mas houve apenas duas de que ele realmente gostou e decidiu que iria  escolher entre ambas. A primeira era um lago muito tranquilo. Este lago era um espelho perfeito onde se reflectiam umas plácidas montanhas que o rodeavam.

Sobre elas encontrava-se um céu muito azul com ténues nuvens brancas.

Todos os que olharam para esta pintura pensaram que ela reflectia a paz perfeita.

A segunda pintura também tinha montanhas.

Mas estas eram escabrosas e estavam despidas de vegetação.

Sobre elas havia um céu tempestuoso do qual se precipitava um forte aguaceiro com faíscas e trovões. Montanha abaixo parecia retumbar uma espumosa torrente de água. Tudo isto se revelava nada pacífico.

Mas, quando o rei observou mais atentamente, reparou que atrás da cascata havia um arbusto crescendo de uma fenda na rocha. Neste arbusto encontrava-se um ninho. Ali, no meio do ruído da violenta camada de água, estava um passarinho placidamente sentado no seu ninho.

Paz perfeita!

O rei escolheu a segunda e explicou:

“Paz não significa estar num lugar sem ruídos, sem problemas, sem trabalho árduo ou sem dor. Paz significa que, apesar de se estar no meio de tudo isso, permanecemos calmos no nosso coração”.

Este é o verdadeiro significado da paz.

Fonte: FilosofiaEsoterica.com







A Erosão do Mundo





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O mundo não pára de girar,
Debalde evitar a corrupção do Homem,
O sol continuará a brilhar
E os pássaros cansados dormem.

A chuva continuará a cair,
Mas todos fugirão dela,
As flores continuarão a florir,
Mas ninguém as olhará pela janela.

Até parece que o girar se apressou,
De uma Terra ferida pelos seus,
A fonte da Alma quase secou,
E as estrelas brilham, esquecidas nos céus.

Quem lhes escreverá poemas,
Arrebatados e brotando do coração,
Quem esquecerá seus problemas,
Meditando no céu e em sua imensidão?

O mundo é um cemitério fervilhante,
Transbordando de gente apressada,
A vida apenas se tornou importante,
Quando está repleta de tudo e de nada.

O ser humano é diamante em bruto,
Que precisa de lapidação constante,
Sua humanidade é um salvo-conduto,
A oportunidade de ascensão sempre garante.

A alma é apenas uma lenda obsoleta,
Nas mentes daqueles que evitam pensar,
A espiritualidade uma desnecessária muleta,
Porque dá muito trabalho para aprimorar.

Que triste é o olhar vazio,
Baço e sem reflexo da sociedade,
O diamante é mortiço e sem brilho,
Pleno de artifícios e desonestidade.

O sentir foi substituído pela tecnologia,
E as lágrimas fingidas ou de auto piedade,
Existem desertos onde antes  houvera magia,
E em mares de ferro jazem os pedaços da criatividade.

O ar outrora livre deixou de ser puro,
E corações fecharam-se, embruteceram,
Viver o dia-a-dia tornou-se tão duro,
E os dias até parecem que encolheram.

A poesia da vida está a morrer,
Como ave canora que do alto caiu,
O tempo inconstante acabou por vencer,
O pobre pássaro que sua asa feriu.

Sonhar tornou-se luxo desnecessário,
Ou apenas o almejar por riquezas materiais,
Os monstros trancaram-se no armário,
E ridicularizam-se as coisas sobrenaturais.

O plástico e o metal,
Vão corroendo a Árvore da vida,
O adejar de suas folhas era musical,
Acabando silenciado pelos gritos desta era perdida.










terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Porque é Natal




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Após um ano inteiro de espera
Finalmente chegou a época natalícia,
Quando toda a gente se esmera
E esquece por um pouco a malícia.

As pessoas sorriem mais entre si
E só agora olham os outros no rosto,
No ano que vier já ninguém sorri
Cada um absorto em seu desgosto.

Os pobres tornam-se o centro das atenções
Terão roupa e mais comida na mesa,
Por alguns dias estarão nos corações
Daqueles que não sabem o que é a pobreza.

As crianças correm estáticas e felizes
Porque terão presentes no sapatinho,
Mal sabem estes pobres petizes
Quanto estará a sofrer o pobre vizinho.

O Menino Jesus na Manjedoura descansa,
Por dois dias é o rei, o Santo milagreiro,
Contudo as pessoas apenas enchem a pança
E adoram o seu deus secreto, o Dinheiro.

Tudo brilha com luzes resplandecentes
Para melhor esconder o omnipresente fedor,
Há que esconder todas as imperfeições subjacentes
Que provêm de um mundo tão sem amor.

Nesta época ninguém pobre quererá parecer,
Dias inteiros passados nas compras é essencial,
Tudo do melhor para a mesa posta encher
E os vizinhos e familiares poder surpreender.

Época de consumismo e tempo perdido,
Uns gastos a mais decerto não farão mal
Dormir até tarde e abusar do vinho vertido,
Porque o excesso não é válido, sendo Natal.

Sentimo-nos heróis porque doamos presentes
Aos pobres que deles mais necessitam,
Visitamos e elogiamos os nossos doentes
Que no resto do ano por conveniência se evitam.

Pois então minha gente, como ficamos,
Para que queremos o Natal afinal,
Será apenas um interlúdio do que já penámos
Ou uma oportunidade de optar pelo artificial?






terça-feira, 29 de setembro de 2015

Children of the Universe













Why is life so unfair,
Why do the good die young?
The pain of loss is so strong
As an endless sea of pain
Fed by tears in the rain.
                                                              
My child,
Grief will take you by surprise
And take the strength there’s within you
If you feel hopeless, what will you do?
There is never a right or wrong
Just breathe and try to stay strong.

Echoes in the night
Cries and screams of sorrow
Another life was taken away
It will be hard to face another day
When another light was gone
And all the hopes will come undone.


There’s a lullaby,
For the ones who lost their way
Sweet gentle hearts that will no longer beat
Still you’re not victims of defeat
But warriors of light that fulfilled their role
And the ones that will keep us whole.

 
A perfect sunrise
Sparkle in the morning dew
After a night of storm
The air is light and worm
Each flower is a gift, not a curse
From all the children of the universe.

So many tears
Shed from the ones that stayed
The human heart bleeds but will heal
After there’s no more pain to feel
The ones that go will suffer no more
Still things will never be like before.

Somewhere
There are fields of gold
For you to rest from your long fight
Endless fields full of spring and light
There will no longer be any tragedy
Only waves of joy for all eternity.



sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Folhas Caídas










Folhas caídas,
Esvoaçantes como seda ao vento,
Memórias esquecidas
E queimadas pelo ardor do tempo.
O sol com timidez
Brilha através de uma cúpula de cinzas
O vento que sopra brincalhão
Levando para longe o pensamento,
A chuva que cai sem razão
Porque a terra chama-a, moribunda.
O outono faz-nos pensar
E recordar o que tão depressa se foi,
É tempo de sonhar
Enquanto o sol morno nos aquece.
Um brilho saudoso no olhar
Quando o espírito cedo amanhece.
Um dossel de ramos nus
Acompanham as passadas aceleradas,
Nada faz realmente jus
À beleza das árvores enfileiradas.
O coração da estação
Que ainda que lento, continua a bater,
Um apelo à solidão
Que nos convida a sem rumo vaguear;
Não há fogo nem paixão
Mas um repouso que nos faz abrandar:
O outono é um velho moribundo
Que cansado arrasta seus pés,
De suave magia cobre o mundo
Percorrendo-o de lés a lés.
Vermelho, castanho dourado,
Serpenteando pela atmosfera gelada
Um sonho etéreo e encantado
Que se esfuma numa lareira incendiada,
Os cheiros que permanecem
De algo indefinível, contudo cativante,
Os relógios da igrejas
Anunciam as horas como de habitual,
Desta vez tocam
Por um presente repleto de poesia outonal.
O Outono é poeta
Que escreve sonetos nas folhas caídas
E suavemente nos alerta
Que o tempo é lento, mas as horas finitas.
Seu tapete de folhas estende
Até de vista se perder,
Dando boas vindas, silenciosamente,
Ao Inverno que cedo irá aparecer.
O Outono é breve
Como um suspiro de saudade,
É belo, fresco e leve
Libertador como a verdade.
Portanto dancemos
Como dançam as folhas caídas
E com solenidade festejemos

Fazendo coroas com as folhas colhidas.

sábado, 20 de dezembro de 2014

Estrela da Manhã

 
 
 
 
 

Escutando seus passos pisando o gelo frio
Sob uma redoma de árvores sem cor e sem brilho,
As nuvens oprimem com sua cor pardacenta
E obscurecem com indolência o negro trilho
Aonde como neblina a melancolia assenta.
 
O ar é tão frio que queima os pulmões
E torna a respiração em vapor evanescente,
Agride o corpo sem dó e sem piedade
E prega partidas amargas cruéis à mente,
Sadicamente enfraquecendo a já débil vontade.
 
Assim sofre o viajante só e desprevenido
Que se vê apanhado pelas garras do Inverno;
A noite será tão bela e estrelada,
Num firmamento que é vasto e eterno
Sobre um manto de branco e de nada.
 
Receando não conseguir continuar sua marcha,
Cai de joelhos, simplesmente olhando o céu
Perguntando-se quando será o seu fim
Que cobrirá seu corpo com seu negro véu,
Questionando-se porque teria de desaparecer assim.
 
Até que naquele instante de puro receio,
Mesmo antes do frio despertar da aurora
Entre as árvores surge uma luz intensa,
Naquela desesperada e fatídica hora
Invadindo as sombras com sua alva presença.
 
Seria um cândido anjo que viera para o salvar
Ou apenas um truque cruel que o frio criou?
Com receio e alguma curiosidade decide aproximar-se
E ignorar as pegadas que seu desespero deixou,
Contemplando tal beleza que era pura catarse.
 
Mesmo estando tão perto e à sua frente
Era como se aquela luz ali não estivesse,
A distância era impossível de medir
E ele receava que logo o amanhecer viesse
Para cruelmente aquela magnífica luz suprimir.
 
Ali continuava ela, contrastando com as trevas,
Chamando-o e convidando-o ao esquecimento,
Fazendo-o recordar-se de todas as suas tristezas
Que já não lhe causavam tanto sofrimento
Nem abalavam as suas antes débeis certezas.
 
De emoção e de júbilo chorou, prostrando-se na neve,
Adorando o chão que aquela divina luz tocava
Seria a Estrela da manhã que descera para o salvar
E com invisíveis mãos de seda seu rosto tocava,
Ou seria apenas ao Morte que o viera buscar?
 
Contudo seu corpo enchia-se de vida e de calor,
Eclipsando as sombras de seus medos com rapidez;
O frio era apenas uma aragem que por ele passava
E tudo à sua volta era percebido com nitidez
Enquanto aquela celestial presença brilhava.
 
Até que  o céu começou a clarear
E os poucos a bela luz foi-se extinguindo,
Deixando um ténue rasto de calor no ar
À medida que ia subindo e subindo,
Como um anjo que ao céu tem de voltar.
 
Até ao fim da sua vida
Aquela luz o viajante jamais esqueceu,
Deu-lhe forças para continuar a lutar e a viver,
Guardando na memória aquele momento só seu
Em que uma luz fez o próprio Inverno esmorecer.